Quarta, 20 de setembro de 2017
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O cálcio e a Osteoporose

O cálcio é o quinto elemento mais abundante no organismo humano, sendo essencial para inúmeros processos metabólicos e fisiológicos. Encontra-se ele quantitativamente armazenado no esqueleto, sendo este responsável por 99% das reservas deste íon.

É o cálcio um nutriente essencial, de tal forma que uma ingestão adequada durante toda a 1ª fase da vida é um dos fatores preponderantes para a correta formação não só do esqueleto como, também, da dentição. As necessidades de cálcio variam em função da idade, sexo, raça, bem como durante a fase de crescimento, adolescência gravidez e lactação.

Desde o nascimento, através do aleitamento, a criança começa a receber este elemento que será primordial na correta calcificação do esqueleto. Sua absorção não depende somente da quantidade ingerida e sim, de inúmeros outros fatores como a ingestão de doses correta de Vit D, de proteínas e do correto equilíbrio hormonal. Da somatória destes fatores é que será determinado o pico de massa óssea do indivíduo, ou seja, maior quantidade de cálcio, e que servirá como fonte de reserva durante todo o período do envelhecimento.

De uma maneira didática, podemos considerar as necessidades de ingesta de cálcio em três fases distintas.

  1. Infância e adolescência – nesta fase, as necessidades de cálcio são máximas, já que existe a obrigação da calcificação do esqueleto cartilaginoso (infância) e suprir os picos de utilização na fase de crescimento rápido (estirão). É considerada como necessidade nutricional básica a ingesta de 1000 mg a 1500 mg/dia.
  2. Idade adulta - Uma segunda fase ocorre após a completa formação óssea, até por volta da 4ª e 5ª décadas da vida, quando o turnover ósseo é estável (formação e reabsorção equivalentes) sendo, nesta época, menores as necessidades nutricionais deste íon (em torno de 1000 mg/dia).
  3. Menopausa - Uma vez atingida a menopausa, devido às deficiências de estrógeno nas mulheres associado á baixa formação de Vita D (1-25 diidroxicalciferol) por parte dos rins, há um balanço negativo deste íon (baixa ingesta e redução da absorção), fazendo com que, novamente, as necessidades nutricionais sejam aumentadas. Aceita-se como ingestão necessária e recomendada nesta fase, 1.500 mg de cálcio dia.

A correta calcificação do esqueleto bem como a manutenção de uma calcificação normal não depende somente da ingesta de cálcio.

Atividades físicas, sol e vitamina D interferem de uma maneira positiva na calcificação, enquanto que fumo, imobilização, ingestão alcoólica abusiva, uso de fórmulas para emagrecimento, doenças gastro intestinais, corticosteróides etc.., influenciam de uma maneira negativa na quantidade de massa óssea.

De todas as maneiras utilizadas para a obtenção do cálcio para o organismo, sem dúvidas a alimentação deve ser a mais importante.

São inúmeros os alimentos ricos em cálcio e uma tabela atualizada poderá ser obtida aqui.

Quando somente pela alimentação as necessidades não puderem ser supridas, vários produtos comerciais poderão repor as necessidades diárias. O carbonato de cálcio, obtido de ostra é um suplemento natural, podendo já ser encontrado associado a vitamina D; porém, outras formas de cálcio também estão disponíveis no mercado.

Pergunte ao seu médico qual a maneira ideal que ele recomenda no seu caso. Procure sempre um especialista.

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris