Quarta, 20 de setembro de 2017
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Osteoporose no Brasil

No Brasil, não há ainda números representativos do perfil da osteoporose nas macro regiões geográficas do país. Em 1995, o PNECDOR - Plano Nacional de Educação e Controle das Doenças Reumáticas - desenvolveu o estudo multicêntrico publicado no ano 2000 “OSTEOPOROSE - BRASIL ANO 2.000”, com os objetivos de verificar o estado atual de conhecimento do médico brasileiro, não especialista, em relação aos procedimentos básicos essenciais para diagnóstico precoce, tratamento e prevenção da osteoporose, bem como analisar o grau de percepção do próprio paciente em relação a esta enfermidade e à qualidade de assistência médica que lhe era oferecida.

Os resultados foram muito importantes, particularmente, no sentido de demonstrar o nítido despreparo do médico brasileiro, principalmente os que clinicam na rede municipal de saúde, responsável pelo atendimento de 70% da população brasileira.

As instituições públicas de saúde, à exceção dos hospitais universitários, não estão adequadamente preparadas para o atendimento básico à população acometida por osteoporose.

Por outro lado, o paciente não está ainda devidamente informado e assistido pelo seu médico, e, desconhece a evolução da osteoporose, chegando, até mesmo, a encará-la com pânico, perante as informações inadequadas que chegam até ele.

Dentro das estratégias elaboradas a partir desse documento, um perfil ultra-sonométrico preditivo da qualidade do tecido ósseo da mulher menopausada foi desenvolvido nas cinco macro regiões do país, o que permitiu ampliar os conhecimentos da distribuição da osteoporose no Brasil.

Estas informações foram recentemente publicadas, compondo os Resultados do Programa Nacional de Prevenção da Osteoporose, e encaminhados às autoridades ministeriais, com o propósito de se tentar instituir no Brasil uma política nacional de assistência à osteoporose.

Pode-se verificar que, as diferentes amostras populacionais estudadas nas cinco macro regiões geográficas apresentaram graus diferentes de alterações na estrutura ósseas, relacionadas a um conjunto de fatores que permitiram observar ser, a osteoporose, condição frequente mesmo nas regiões de maior insolação e miscigenação étnica com o negro e o índio. Tais resultados passam a requerer outros estudos epidemiológicos envolvendo mais detalhadamente os diferentes fatores de risco regionais.

Informe-se com seu especialista.

João Francisco Marques Neto (Reumatologista)
Prof. Titular de Reumatologia da FCM/UNICAMP
Consultor do Ministério da Saúde
Presidente-eleito da Sociedade Brasileira de Osteoporose (SOBRAO)